Beijar-te-ei meu anoitecer amargo; enquanto bailarmos o instante. Jogados ao chão da rua como se nada nos fixasse ao mundo. Você continuará a mexer em meus cabelos, quase conseguindo alcançar minha alma com as mãos. Sua barba por fazer fará cócegas em meus dedos, que vibraram ao mínimo contato com a tua pele fugaz. Um abraço, um beijo no canto do lábio, e um eu te amo em silêncio.
Findam-se as forças, o controle e a sensatez... Ânsia de destruir-me, extinguir a bobice que fiz prevalecer. Por um momento quase derrubo meu juízo no infinito Pernas, braços, sentidos, razão – tudo treme.
Afogo-me em depressão matinal, manhãs são mais fortes do que eu. Livra-te de qualquer pecado, esvazia, renova a forma de tortura. Descansa mais um pouco, permite ao mar engolir-te a consciência. Continuarei a arrumar a casa, jogar pela janela o que me machuca.
De meus lamentos, poesia. Das tuas graças, ousadia. Dos nossos sonhos eu fazia...
Meu recanto predileto, apaziguamento da loucura Aspirinas e fumaça, pulmões (ar)condicionados Feridas rubras que finjo não ver. “Estás condenada a morrer de agonia”
Qualquer dia eu engasgo com o cheiro do álcool em tua boca Você não quer voar, o gosto mundano lhe alimenta Vícios mais vitais do que minha presença Que importa que eu sinta dor?
"De meus lamentos, poesia.
ResponderExcluirDas tuas graças, ousadia.
Dos nossos sonhos eu fazia..."
Gosto de ficar sem palavras.
Dos sonhos façamos doces.
ResponderExcluirEloquente.
ResponderExcluirGosto do que me rouba o ar.
Esta poesia o fez.=)
Este sentir intenso, árvore de frutos doces e amargos em uma mesma safra...quem não teve, nao viveu ainda. =)
Natali, fico por aqui, quero acompanhar teus escritos.
Beijo,boa semana! =)
Lindo, simplesmente lindo.
ResponderExcluir*...Por um momento quase derrubo meu juízo no infinito
Pernas, braços, sentidos, razão – tudo treme...*
Gostei daqui, estou seguindo :D
Uma ótima semana, b.
Ha,não...eu quero ver-te aqui,menina! Não pare...=)
ResponderExcluirPena que parou com o blog.
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